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Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011
doi

Doi-me a mente

Doiem-me as horas que passam

as horas que gasto a aprender

as horas que gasto a dormir

as horas que gasto a comer

 

Doi-me o ser

doi-me o ser por nada ser

por em nada me transformar

e por assim me ver morrer

 

Doi-me a voz

não do canto, mas do grito

que eu gritando assim aflito

grito mais que todos vós.

 

Doi-me a solidão

que eu remo contra marés e vendavais

e remando mesmo sem mãos

remo mais do que os demais.

 

Doi-me tudo quanto não existe

doi-me esta vida triste

que eu não soube mudar

doiem-me as lágrimas de pranto

que por hoje são meu canto

por hoje não poder cantar...

 

 

 

 

 



publicado por vento_do_norte às 00:15
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011
F3

Quero ser de novo criança

aprender de novo a ler,

desta vez no teu olhar,

o teu amor.

Escrever na tua pele,

em jeito de lembrança,

meu amor no teu,

em flor.

Sorrir a cada aurora

pela noite que devora

o silêncio,

e não a dor.

Brincar em teus abraços

abraçar o teu amor

como manta de retalhos

oferecendo calor.

Quero ter estrela guia

nessa história de encantar

sonhar mesmo de dia,

te amar.

Que a inocência leal,

perdida em terras d'álem

faça no amor real,

o que de real o amor tem.

 



publicado por vento_do_norte às 01:57
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Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011
carta para ti

Posso fazer-te sorrir

quando de dor te apetecer chorar,

e te apetecer o coração arrancar

e quando quiseres o passado apagar

e uma página nova virar.

 

Sou tua, para quando me quiseres usar,

para quando me quiseres fazer sonhar

e a tua mão me quiseres dar

num devaneio teu, ou meu...

Para quando quiseres errar.

 

Sabes bem, onde vou estar para ti,

onde pela primeira vez te vi,

onde me embrieguei no teu olhar

e não me cansei de o olhar e olhar

e de em silêncio, por ti, desmaiar

 

 

Os meus lábios,

não gritam o que sinto,

e assim minto, sem te querer mentir,

sem te querer ou poder ferir,

sem ser capaz de te falar, de te abraçar, de te olhar

 

Cobardia dos sentimentos

ou ousadia da mente

sentir no coração o que a mente também sente

e afagar contra o peito esse imenso sentimento

sem o deixar transparecer

porque a nós, falta-nos tempo...

 

 

 



publicado por vento_do_norte às 01:57
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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011
a tua fotografia

       A garrafa vazia em cima da cama denuncia mais uma noite vazia de sentimentos, de ideias, de amor; uma noite vazia de ti, das tuas palavras das tuas mãos do teu olhar...Percorro as imagens da minha mente na tentativa de te relembrar em alguma delas...nada, é tudo o que encontro de ti, levanto-me, vasculho todos os cantos da casa, chamo o teu nome e tudo o que me resta é a tua fotografia,  olho para ela, em busca de achar o teu olhar, aquele com que me mentes, mas que me encanta, aquele com que me sorris e com que me trais os sentimentos, aquele que julguei meu mas que na verdade nunca me pertenceu.

       Dizer que me apaixonei por ti, seria mentir-te, se o que na realidade aconteceu não passou de uma súbita troca de olhares, e de uma inexplicavél identificação de sentimentos de uma irresponsabilidade gigantescaaaaa da minha parte... de tua parte não passou de MAIS UMA brincadeira, e eu estúpida, caí na tua teia de Homem-aranha, errei e não me irei perdoar, não irei sorrir, mas não irei chorar, viverei com as culpas sob os meus ombros, sobre o meu coração, à espera de mais uma mentira tua...

       Doi saber que o exarcebo da minha estupidez me levou à distorção da realidade intra-cardiaca dos meus sentimentos. A tua fotografia tomou lugar de destaque no meu quarto, colei-a no tecto, para ter a certeza de que és inacessível, para ter a certeza que estás longe demais para te poder alcançar...passo então horas a olhar-te, em busca de um qualquer terramoto que, alterando a polaridade da terceira dimensão nos coloque num mesmo plano espacial tornando o impossível possivel, tornando o meu sonho (em ti) real.

 

 

 

 

 

 

 



publicado por vento_do_norte às 01:11
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errada

hummmm....

Adoro levantar-me numa manhã de Verão,

pousar os pés no chão e sentir-me a voar,

lembrar coisas que não vivi, mas que sonhei,

que imaginei, que desejei...

como é bom ser criança outra vez

como é bom imaginar a nossa felicidade

ou ser realmente feliz

ser da vida aprendiz

com os erros que cometi...

 

ou então não!!!!!

 

erros....quem os define como tal?

eu? tu?

e quem somos nós afinal????

 

Vivo hoje sem me importar com mais nada

sem ter abrigo na beira da estrada

sem viver ao passado ancorada.

Se aprendi algo, foi que ser criança é bom;

critique-me quem quiser

por eu não querer crescer...

SOU FELIZ ASSIM,

sem esperar nada da vida :)

 

 

Há sonhos que estão a tardar

Já chorei demais por isso

Chegou a hora de os viver

Em vez de ficar a olhar

à espera de os encontrar.....

 

OBRIGADA;)

 

a ti...

 

 



publicado por vento_do_norte às 00:48
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Segunda-feira, 6 de Junho de 2011
meu/teu coração

Apetece-me rasgar-me

como se de uma folha de papel eu própria me tratasse,

quero apagar da minha pele as impressões do teu abraço

a suavidade do teu cheiro

quero rasgar-me e sangrar até mais não poder

afinal, se não te posso ter

de que me serve viver?

 

 

Sinto em mim algo de estranho

algo que se entranhou em mim

e então eu quero morrer

para morreres comigo assim

 

 

Sei que se queimar o meu coração

o meu amor morre, sei bem

e como o meu coração é teu

se o queimar, queimo-te também

 

Quero afastar-te de mim

distingo o certo do errado,

mas quero-te ao pé de mim

quero-te a meu lado

 

 

Não compreendo que amor feroz é este

Que me atingiu vindo do nada

Quero arranca-lo para não sofrer

para não te ver morrer

 

 

Amar-te seria matar-te

Beijar-te seria arrancar-te o espírito

e esse deve ser livre

por isso vou-te deixar voar

nem que tenha de meu coração "anular".

 

 



publicado por vento_do_norte às 21:09
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a tua noite

Passam as horas, são 3 da manhã, espero um sinal teu, um telefonema, uma mensagem algo que me diga que te apercebeste da minha existência.

A esperança desvanece-se e da lugar a uma lágrima. Aproximo-me da janela, as luzes da cidade estão acesas, a fazer-me recordar que mesmo na noite há algo que brilha, mas, na minha noite não vejo estrelas hoje, tal como sempre foi....

Volto para a cama, recomeço a escrita de mais uma música, mas uma a falar de ti, mais um conto de fadas onde as pessoas como tu têm sentimento, mas não passa disso, um conto de fadas, uma história de embalar para crianças onde sempre há um final feliz; mas, e se não houver final, nem começo???

Impressionante como o nosso coração nos prega partidas, e como a nossa mente não o consegue contrariar...tenho nojo de mim por isso, e tenho nojo de ti e do mundo, de tudo o que me faça lembrar de ti.

Acabo finalmente a "nossa" música e rasgo a letra na esperança de te rasgar também de mim, mas nada consegue apagar-te, talvez sejas a minha luz no meio da cidade, talvez sejas a escuridão no meio do meu dia, só sei que te quero fora do meu mundo...por isso construo 2 corações no meu, um para ti, outro para mim, talvez consigamos partilhar o mesmo espaço sem interferir um com o outro, sem criar esperança ou sequer acender uma luz numa noite sem estrelas...

 



publicado por vento_do_norte às 19:12
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a preto e branco

Os corvos,

de novo aqueles necrófagos sentimentais

comem-me as entranhas de vida

comem a réstia de esperança que me resta

os olhos,

cerro-os para não visualizar

o negro lençol sobre mim estendido

de penas e de medos

não,

não faço qualquer esforço

não me restam forças para tal

perdi as batalhas e a guerra final

e eu,

soldado do lado alvo do tabuleiro

perdi para as sombras

morri de pescoço quebrado

naquele ilustre cruzeiro.

houve um chek mate final

não ganhou nem o bem nem o mal,

ganhou o lado onde eu não existi,

o lado ao qual não me vendi.

 



publicado por vento_do_norte às 18:43
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Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011
teatro da vida

Olhei lá fora a inexistência de mim

Procurei, chamei, vagueei por ruas que não tinham fim

 

Chamei meu nome, outra e outra vez

Não me encontrei, não existo eu talvez

 

Desenfreada fúria da minh'alma

Nesse dia estava perdida, mas contudo estava calma

 

As janelas fechavam-se à passagem do meu chamado

E eu ali, sozinho ser, enlameado, desabitado

 

 

Procurei não me perder de vista

Afinal eu era um sonho, uma vida uma artista

 

Desajeitadamente morri ali

Assustada ao encontrar-me, assustada com o que vi

 

Relato inimaginável da degradação humana

A magia de uma vida transformada num só drama

 

Puxei pelo fio, senti aquele frio a vir ao de cima

O drama acabou, o sonho terminou, fechou-se a cortina.

 



publicado por vento_do_norte às 23:05
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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011
canção p'ra muitos

sei que somos nós

que aquecemos o dia

quando fazemos magia

nessas horas dificeis

sei que nunca estamos sós

há outras humanidades

e um milhão de verdades

escondidas

sem saber que têm direito

a ter algum defeito

a ter alguma ambição

e nos

que nunca os deixamos sós

podemos dar-lhes as mãos

sem lhes impormos senãos

 

pobres mendigos da vida

sem ter alguma comida

vivem do po da estrada

morando em tectos de chuva

vivendo a vida que não muda

vendo em si a tristeza ancorada



publicado por vento_do_norte às 23:41
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